MAIS UMA VEZ CAETITÉ
Ontem ouvi da minha
amiga e colega Nilma Montenegro um comentário sobre Caetité que me fez sorrir
ainda mais! Ela elogiou a minha cidade.
É... realmente é a
terra onde nasci, onde vivi por 20 anos e para onde volto sempre em busca dos
meus sonhos de menina...
É a terra onde
aprendi a ler e escrever.
É a terra onde
aprendi a andar, me equilibrando em minhas pernas... onde aprendi a andar me
equilibrando sobre uma bicicleta... onde aprendi a dirigir um carro... mas,
sobretudo a dirigir a minha própria vida!
Não ha, com certeza,
nenhum lugar que se compare àquela cidade mãe, cidade cultura, cidade
serrana... cidade que, parodiando Gil, me deu régua e compasso!
Conheci as suas ruas
descalças e as calçadas com pedras brutas... depois as que forram forradas com
paralelepípedos... e por fim as asfaltadas.
Conheci a sua praça
em diversas formas e me encantei ainda mais com a última. Praça onde ficava a
velha casa onde nasci. Praça onde contornei o jardim noite após noite, onde
namorei sentada no banco... onde encontrava os amigos e era sempre muito feliz!
Conheci suas feiras
e suas tangerinas empilhadas sobre um couro de boi estendido no chão... onde
comprava coquinho licuri cozido para quebra-los, na calçada, com uma pedra e me
deliciar com sua massa branquinha.
Conheci seu povo, o
meu povo! Os velhos já encarquilhados e contando histórias... e os jovens
namoradores que nos encantavam enquanto mocinhas sonhadoras. As velhas
"labutadeiras" e as meninas
que estudavam e se tornavam professoras para ensinar crianças de toda a Bahia.
Conheci seus
doidos... ah! e como os havia nas suas ruas e praças! E como se tornaram
folclores e lendas!
Conheci as
"fobicas" de Aristaco, de Osvaldo Melo, de Sinholeta.. o jipe de
Aroldo de Ovidinho, as rurais de Fiim e de Lelinho, a lambreta de Tõe de
Milton, e a buzina que tocava "Namoradinha de um amigo meu" do
caminhão de Fiim... E a Bela Vista de Padim João.
Também conheci a
nossa banda "Os Tártaros" que alegravam nossas festas e nossa vida!
Desci e subi a Dois
de Julho de bicicleta... volteando em zigue-zague nas subida para não me
cansar.
Andei pelo Mulungu,
pelas estradas de cascalho, pelo Periperi e lá chupei muita manga, muito umbu,
muita laranja. E lá ia levar e buscar o meu pai que andava a pé pela fazenda,
mesmo que o sol estivesse "de rachar"!
Conheci a vida
ali... o começo de tudo e o aprendizado da força de ser, de estar neste mundo à
procura de crescer e evoluir.
Minha Caetité, minha
terra, meu amor!
Luzmar Oliveira.
04out13
Foto de Luiz Benevides.

Essa é minha amiga Luzmar! Escreve maravilhosamente bem, principalmente quando fala sobre Caetité, pois fala com o coração! Obrigada amiga, por nos remeter a lembranças tão belas! Bjs de Celina
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