SENHORA PRESIDENTA,
Não sei se algum dia a senhora vai ler estas palavras, mas seria
contra os meus princípios não as escrever, não tentar ao menos.
Décadas atrás a senhora vestiu a camisa do povo e foi à luta.
Guerrilheira, guerreira, tornou-se heroína ao reivindicar os nossos direitos e
sonhos democráticos. De nada adiantou a violência que lhe fizeram. A senhora
não desistiu e, um dia, sua coragem e destemor foram coroados pelo povo que lhe
ofertou a merecida faixa de Presidenta do Brasil! A primeira mulher, a primeira
guerreira que galgou este cargo na nação brasileira.
Hoje a senhora está do outro lado e o povo está no seu antigo
lugar. Hoje é a senhora quem está sendo cobrada e outras Dilmas são as
reivindicadoras de mudanças e direitos de um povo soberano e pacífico que quer
dias melhores e um futuro mais promissor para os seus filhos.
Ouça essas vozes, Presidenta Dilma. Ouça seu povo e alie-se a ele
como é da sua natureza. Ouça as razões dessa multidão que sai às ruas, antes
que os oportunistas conduzam o movimento a outras direções que nunca serão as
realmente desejadas por todos nós.
Queremos educação, segurança e saúde. Queremos equidade na distribuição
das verbas que são dispensadas a serviços menos importantes para a nação, tal
como futebol.
Entendemos que as Copas foram uma forma de projetar o nosso pais
e que, à época da escolha da sede, o povo aplaudiu e comemorou. E que hoje
reclama.
Mas o que é reclamado, Senhora Presidenta, é a diferença de
tratamento. É a dor de termos escolas caindo aos pedaços e professores mal
pagos e indiferentes. É a saúde doente, à beira da morte! Hospitais cheios e
faltando leitos, material e mão de obra e médicos ausentes. É a segurança que
nada segura! Assaltos e violência e uma polícia quase inerte e indiferente.
É a corrupção desenfreada que nos mostra a verdadeira cara dos
representantes legais do povo, que lhes falta com o respeito e nos rouba
escandalosamente! É ver esses marginais ocupando cargos que não lhes cabe mais!
É ver os inFelicianos da vida conseguindo aprovar aberrações que
vão de encontro à liberdade sexual do seu povo, Presidenta! Pregando o
preconceito racial e sexual numa nação livre e soberana!
Queremos salários dignos. Queremos empregos. Queremos concursos,
não para REDA, mas definitivos. Queremos o Brasil que a senhora sonhou quando
guerreira que lutou contra a opressão do seu povo!
Para um pouco, Presidenta, e veja o seu povo. Veja a si mesma
nesses ‘cara pintadas’, nesses jovens que vão às praças e pedem socorro!
Ouça suas razões e compreenda que só a senhora pode resolver o
problema desta nação sedenta e desesperada! Uma nação que a elegeu porque
confiou em si!
Vou orar e pedir a Deus Pai para que estas palavras, de alguma
forma, cheguem aos seus olhos ou aos seus ouvidos. E que a senhora as ouça e
reflita.
Sua eleitora, fã e cidadã brasileira,
Luzmar Oliveira.
21.06.2013

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