“CADA UM SABE A DOR E A DELÍCIA DE SER O QUE É”
Às vezes nos queixamos da vida, achando que somos infelizes, mais solitários que os outros, mais pobres, mais doentes, mais... menos gente, menos amados.
Dai eu pergunto a todos nós:
Conhecemos a dor do próximo? A sua solidão? A sua condição financeira? A sua saúde?
Realmente o egoísmo nos faz seres infelizes. Não paramos para pensar no outro, na sua cruz. A nossa é sempre mais pesada, mais longa, mais feia.
Muitos dos que se queixam tem saúde. Ou plano de saúde.
Muitos tem casa própria. Carro. Salário.
Muitos tem família.
Muitos nunca passaram necessidade.
Mas se queixam. São eternos infelizes, eternos insatisfeitos, eternas vítimas.
Eu pergunto: Vocês sabem quais são os meus problemas? Se sinto dores? Se sinto solidão? Se tenho casa própria? Se estou só ou acompanhada? Se amo e sou amada?
Não sabem responder. Eu também não sei responder sobre a vida de vocês. Mas não troco a minha cruz pela de ninguém! Sabem por quê? Porque a minha foi feita para mim, com meus méritos e deméritos. E carrego-a sozinha ou com a ajuda casual de amigos e família.
E é assim que devemos fazer. Sem queixumes, sem nos sentirmos injustiçados, sem sermos mais infelizes que os outros. Aqui e agora estamos quitando débitos do passado e colhendo exatamente aquilo que, um dia, plantamos.
Tudo que nos acontece tem um motivo, uma causa e não passa de consequência.
Queixarmo-nos só nos torna desagradáveis, chatos, antipáticos. Ninguém se aproxima de pessoas casmurras, resmunguentas. Acabam sempre mais sós do que já são.
Também podemos –e devemos! – cultivar amor por nós mesmos e aprendermos a gostar da nossa própria companhia. Ocupar nosso tempo com afazeres, com artesanatos, livros, arrumações, jardinagem... tudo isso nos distrai e faz companhia.
Paremos agora mesmo, meus amigos, e façamos um exame de consciência. Vamos mudar esse humor avinagrado, essas reclamações, essa ladainha agourenta. Vamos ser o que queremos ser: Alegres e felizes!
Vamos sorrir mais, brincar mais, cantar e dançar, sair com amigos e família. Vamos ser! Vamos crescer! Vamos rir à toa! Vamos rir de nós mesmos! Nós merecemos!
Tem uma frase de Caetano Veloso (para mim, o maior poeta vivo do Brasil), que diz: “Cada um sabe a dor e a delícia de ser o que é!” Vamos aproveitar mais o nosso lado “delícia” para sermos felizes!
Luzmar Oliveira
Do livro Liberdade é Pouco

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