CARNAVAL DE CAETITÉ
Um convite para ir ao carnaval de Caetité... carnaval fora de época e Lavagem da Esquina do Padre! Que tentação. Estou de férias e livre para voar por ai!
Por que será que não me animo a ir? Afinal, é a cidade que mais amo nesta Terra! Rever lugares, pessoas, comer o que gosto, andar pelas ruas onde cresci e respirar o mesmo ar da infância e adolescência! Matar a saudade daquele céu estrelado, da água sem igual neste vasto mundo de meu Deus!
Por que será que não vou? Tenho a casa do meu irmão cheia de conforto e carinho. Tenho mil fotos a fazer! Tantas coisas... Posso comer chimango, chiringa, bolo frito, beiju com manteiga de garrafa, doce de buriti, carne do sol e pequi, tangerina, cagaita, mangaba, gabiroba, fruta-pão...
Mas eu não vou.
A Caetité do meu tempo não existe mais. Já não chove as “chuvas de verão”, nem faz frio em suas noites enluaradas e estreladas, nem há amigos sentados no meio fio da Dois de Julho (minha rua querida), nem os bancos da praça, nem há os amigos que cresceram comigo... Passou aquela fase mágica e que era poesia pura! Passou meu conto de fadas, meus namorados, minhas idas diárias ao Periperi...
E a minha casa não é mais minha. Meus pais já se foram. Não há a Rural de Fiim e nem a Bela Vista ou a Campineira.
Não posso mais descer a Dois de Julho de bicicleta e nem percorrer as ruas de Jipe ou Rural ate acabar a gasolina (e, com as amigas, empurrar até um posto, tomar dois cruzeiros emprestados de Jailton e reabastecer!).
Eu não vou porque a minha Caetité ficou no meu passado feliz de menina feliz. Eu não vou porque, nos carnavais da minha adolescência, havia o Trio Carcará, o Trio Giripoca e um monte de amigos para brincar e curtir até escurecer. E, à noite, ainda havia o Barauna onde amanhecíamos o dia virando pipocas! E isso tudo acabou!
Eu não vou porque eu não me encontrarei mais naquelas ruas. O tempo passou e as pessoas que lá vivem são outras, tem outro sonho e outra realidade. A cidade está civilizada, cresceu e não me conhece mais.
Eu não vou porque meus sonhos são meus e a nova geração os desconhece. Eu os reparti com amigos da minha idade, do meu tempo e esse tempo já se foi. E nada mais será como antes.
Luzmar Oliveira
Por que será que não me animo a ir? Afinal, é a cidade que mais amo nesta Terra! Rever lugares, pessoas, comer o que gosto, andar pelas ruas onde cresci e respirar o mesmo ar da infância e adolescência! Matar a saudade daquele céu estrelado, da água sem igual neste vasto mundo de meu Deus!
Por que será que não vou? Tenho a casa do meu irmão cheia de conforto e carinho. Tenho mil fotos a fazer! Tantas coisas... Posso comer chimango, chiringa, bolo frito, beiju com manteiga de garrafa, doce de buriti, carne do sol e pequi, tangerina, cagaita, mangaba, gabiroba, fruta-pão...
Mas eu não vou.
A Caetité do meu tempo não existe mais. Já não chove as “chuvas de verão”, nem faz frio em suas noites enluaradas e estreladas, nem há amigos sentados no meio fio da Dois de Julho (minha rua querida), nem os bancos da praça, nem há os amigos que cresceram comigo... Passou aquela fase mágica e que era poesia pura! Passou meu conto de fadas, meus namorados, minhas idas diárias ao Periperi...
E a minha casa não é mais minha. Meus pais já se foram. Não há a Rural de Fiim e nem a Bela Vista ou a Campineira.
Não posso mais descer a Dois de Julho de bicicleta e nem percorrer as ruas de Jipe ou Rural ate acabar a gasolina (e, com as amigas, empurrar até um posto, tomar dois cruzeiros emprestados de Jailton e reabastecer!).
Eu não vou porque a minha Caetité ficou no meu passado feliz de menina feliz. Eu não vou porque, nos carnavais da minha adolescência, havia o Trio Carcará, o Trio Giripoca e um monte de amigos para brincar e curtir até escurecer. E, à noite, ainda havia o Barauna onde amanhecíamos o dia virando pipocas! E isso tudo acabou!
Eu não vou porque eu não me encontrarei mais naquelas ruas. O tempo passou e as pessoas que lá vivem são outras, tem outro sonho e outra realidade. A cidade está civilizada, cresceu e não me conhece mais.
Eu não vou porque meus sonhos são meus e a nova geração os desconhece. Eu os reparti com amigos da minha idade, do meu tempo e esse tempo já se foi. E nada mais será como antes.
Luzmar Oliveira


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